terça-feira, 27 de novembro de 2007

O sistema de comunicação português

Para Manuel Tavares, director do jornal O JOGO, o sistema de comunicação social atravessa uma crise, provavelmente a maior crise da sociedade portuguesa e é necessário que se penalizem as empresas e os jornalistas que noticiam conteúdos falsos.

O director do jornal desportivo afirma que “toda a gente procura influenciar da pior maneira a opinião pública. São servidos pratos de informação pré-confeccionada. Estamos a passar por uma crise muito grande mas espero que passe…”

Quando questionado sobre qual a solução possível para ultrapassar esta crise comunicacional, Manuel Tavares considera que é importante que algo aconteça no plano da penalização das empresas e dos jornalistas em relação aos conteúdos falsos, que atentam contra a honra de pessoas ou que abatem investigações criminais. Para ele, é “inaceitável que haja gente condenada pelas rádios, pelas televisões, pelos jornais, antes de o serem pelos tribunais. Tem de haver uma solução, isto não é modo de vida. Os políticos, o jornalismo e os juízes vão ter de se entender sobre o que é o interesse e o bem público a preservar face ao exercício da liberdade de expressão.”

A profissionalização dos jornalistas é um assunto cada vez mais debatido em Portugal e as opiniões são divergentes. O administrador d’O JOGO considera que é essencial que haja uma profissionalização dos jornalistas pois estes não podem continuar reféns do pensamento dos enciclopedistas: “é o professor Marcelo Rebelo de Sousa que fala de tudo numa espécie de missa dominical no canal público de televisão, é o doutor Pacheco Pereira que semeia as suas doutrinas pelas televisões e jornais ditos de referência. Ora, eu não acredito que haja alguém capaz de falar de tudo quanto é assunto de actualidade porque as áreas a vida e da sociedade são cada vez mais complexas.”

É então importante que os jornalistas se especializem para poderem fazer análises mais profundas e não ficarem nas mãos dos gabinetes de comunicação e imagem. Para conseguirem opor-lhes perguntas mais conhecedores, mais inteligentes.

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